Gooooosh!

Tá, eu preciso saber se sou normal ou paranóica.
Você já deve ter conhecido alguma pessoa que te encantou como ninguém. Uma criança bonitinha, uma mulher determinada, um homem cheio de valores, um jovem estudioso, ou alguém que te impressione por qualquer motivo que seja. E de repente, você se vê apaixonado por aquele jeito de ser.
Mas e se tudo o que você vê nesse ser humano encantador for fruto da sua imaginação? E se na realidade, aquela criança for reprimida e triste, ou aquele homem um garanhão-mentiroso profissional?
Se eu pudesse, enviaria um teste de personallidade ou um psiquiatra na casa de cada uma dessas pessoas. Faria uma busca completa em suas vidas, além do orkut, presente e passado, pra ter certeza de que eu não estou sendo enganada como outros foram antes. Faria as perguntas mais desconcertantes (leia-se desconcertantes, e não constrangedoras), cobraria uma atitude firme e constante. Porque eu odeio desconfiar de mim mesma; desconfiar que estava errada ao me espelhar em alguém, ou simplesmente admirar.
Mas é importante lembrar que isso pode só ser mais uma paranóia minha, ou sua. Eu sou sim aquilo que demonstro ser, e você? É? Ou molda o seu carisma, as suas palavras, as suas promessas de acordo com o outro, de acordo com aquilo que lhe convém no momento?
É, eu sou bastante paranóica. E é, eu tenho desconfiado muito de alguém que nem tem condições de ler esse post e se defender no momento. Mas, poxa vida... Custa ser aquilo que jura ser? Custa fazer aquilo que jurou fazer? Custa explicar o por quê da mudança?
Ou eu sou bem paranóica, ou tem mesmo muita gente duas caras nesse mundo.
Há tempos eu não fazia um post revoltado, e me segurei pra não me revoltar nesse. Afinal, a paranóica talvez seja eu. Eu sou?

O Fruto

Em uma rodinha com a família muitos assuntos podem surgir. Mas ultimamente (provavelmente devido aos muitos dias de vida), só se tem falado sobre médicos, remédios e hospitais. A principal crítica do final de semana foi a falta de atenção dos médicos. Hoje, sem mesmo examinar o paciente, o médico o encaminha para fazer um milhão de exames, ou acaba errando no diagnóstico. O meu próprio pai foi diagnosticado por um médico que não o 'apalpou o suficiente na região do joelho' (nas palavras dele), e tomou o remédio errado por dois a três dias. É certo que os médicos deveriam nos dar um pouco mais de atenção, mas e nós, pacientes? Sabemos nos explicar, expor nossos problemas e dores?
Regina Spektor diz, em uma música: 'Se você nunca disser o seu nome em voz alta, eles nunca te chamarão por ele'. Quantas vezes nós dizemos em voz alta o que realmente sentimos, pensamos, queremos dizer? De tanto nos preocuparmos com o diagnóstico que queremos receber, acabamos falando aquilo que convém, e tomando o remédio errado por um longo tempo.
Eu tenho consciência de que é bem mais difícil dizer 'não gosto que fale isso, não gosto que faça aquilo, é assim que eu sou', do que dizer 'doutor, é uma dor latejante e não constante'. Mas não é impossível, nada é impossível.
Se sincero, dizer a verdade, ou até mesmo ser um tanto rude, pode fazer bem de vez em quando. Ultimamente tenho ouvido inúmeras pessoas falarem sobre abrir seu coração, rasgar a alma, gritar pro mundo todo ouvir. E não acho que as pessoas me digam nada por engano ou por acaso. Eu realmente acredito que precisava ouvir tudo isso. E ainda bem que elas tiveram coragem suficiente de me dizer o quanto é bom ser ouvido!
Então, daqui pra frente, mais coragem pra falar, pra sentir, pra orar, pra se dedicar, pra mostrar os seus interesses. Não importa o que aconteça, não importa os julgamentos, não importa os amigos que vá perder. Sempre tem alguém um tanto maior do que você pra te ajudar a falar a verdade, a cumprir e fazer tudo o que é verdadeiro.
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Doutor,
Eu vim até aqui porque sei que você pode me curar. Eu sei que vou ter que fazer muitos exames, o que pode ser trabalhoso e cansativo. Mas também sei que vai valer a pena.
Na realidade, nem imagino qual possa ser a minha doença. Então vim até aqui, pro senhor me diagnosticar.
Tenho sentido coisas bem estranhas ultimamente. Não é uma dor constante, mas latejante. Quando vem, não me deixa prestar atenção em mais nada. Nessas horas, penso nos melhores remédios que o senhor já me deu, e tomo todos eles novamente. Mas sei que ainda falta algum, porque a dor volta de vez em quando.
Pra ficar completamente curada, queria um remédio que fosse bem docinho, daqueles com gosto de chiclé que eu tomava quando criança. Mas não sou mais criança, então aceito até o remédio amargo, desde que a cura venha com ele. Estou disposta a qualquer coisa mesmo, doutor!
Me desculpe por ter me esquecido de tomar alguns dos remédios que o senhor me prescreveu da última vez que vim aqui. Sei que preciso tomar mais cuidado, prestar mais atenção. Mas estou disposta a fazer isso.
Doutor, obrigada por me ouvir. É difícil aceitar o diagnóstico que vier, e me sujeitar a remédios amargos. Mas eu confio no senhor, e sei que vai dar certo.

Eu sempre me pego vindo escrever sobre a mesma coisa. E dessa vez, eu realmente não acho que a culpa seja minha. Esse mundo de coisas tãão clichês está me envolvendo, o que dá raiva. E de verdade, não é culpa minha. Eu sei que não sou fraca, não tanto.

Sabe quando você está precisando esfriar a cabeça, e decide ouvir uma música ou ligar a televisão? Pois é. Nessas horas sempre aparece alguém falando aquilo que agente precisa ouvir, não é verdade? Não mais. Apesar dos grandes [talvez pequenos, mas pra mim, GIGANTES] dilemas que eu tenho vivido ultimamente, não ouço pessoas dizerem o que eu preciso ou quero ouvir. Porque o mundo está tão preocupado com o grande amor, com a alma gêmea, que nada mais parece importar.

De repente todos os músicos, escritores, poetas e dramaturgos resolveram falar sobre amor, sobre essa maldita dependência de um outro alguém. GENTE, tá bom que não dá pra passar a vida toda sozinho, mas será que é tão imprescindível assim ter outra pessoa ao seu lado, mesmo que você só tenha 17 anos? 'Tamara, você tem que procurar alguém com metas iguais às suas'; 'Tamara, uma moça tão bonita desacompanhada?'; 'Tamara, cadê o namorado? Como assim não tem? Ahhh, que coisa feia!'.

Prometo que não é falta de opção, e que esse não é o desabafo de uma encalhada (Dadá me livre!). Mas acredito que ficar sozinha sem motivo aparente também seja uma opção, certo?

'You think that I wanna run and hide, I'll keep it all locked up inside'

Agora chega de posts sobre isso. Pelo menos pelas próximas semanas. Afinal, ninguém é de ferro!

Quando atravesso a Ipiranga e a Avenida São João...

Alguma coisa aconteceu no meu coração.
Festa na sexta à noite, parque para ver o sol nascer, almoço em família, Avenida Paulista (MASP, Fnac, Starbucks, Livraria Cultura, pizza), Festa ruim, táxi, festa boa, casa. Pouquíssimas horas de sono, almoço no Mercado Municipal, Catedral da Sé (com excursão assustadora pela cripta), Museu da Língua Portuguesa, fotos em frente à Pinacoteca. Mais festas para elas enquanto o resto dos meus dias foi só de sono.

São Paulo ganha outros olhos quando se está acompanhada de turistas. Os prédios super altos que não te deixam ver o céu viram uma grande obrea arquitetônica; A falta do que fazer e o perambular pela cidade viram um modo de vida; A bagunça da Liberdade é menos do que se esperava, mas tão japonês quanto nas fotos. E de repente, até eu começo a achar a minha cidade uma gracinha!

Essa loucura que se vive aqui deve ser mesmo ótima de vez em quando. O movimento, as exposições, as noites e festas sem fim, os diferentes tipos de pessoa, a diversidade cultural. E quem vive aqui, e vê isso todo dia, acaba se deixando cegar pelo cansaço. Sempre as mesmas pessoas diferentes, tantas exposições aonde não se chega a tempo por causa do maldito trânsito, as festas que acabam cedo porque no dia seguinte, é metrô lotado pra trabalhar.

A melhor conclusão é que São Paulo é linda, de longe. Passar pelo centro, comer pastel de camarão, ir à Liberdade e ao MASP é coisa pra turista. E pros seus guias. [Obrigada por me contratarem como guia, Kiane e Ana!]

Até dois dias atrás, eu ainda amava minha cidade. Mas há dois dias engoli fumaça de caminhão.


"Despite the fact that there are over eight million people on the island of Manhattan, there are times you still feel shipwrecked and alone. Times even the most resourceful survivor would feel the need to put a message in a bottle, or on an answering machine."
(Carrie Bradshaw, Sex and the City).

O desabafo de alegria!

Quando as coisas começam a dar errado demais, a gente se desespera.
Aí ora.
E agora, veja só... Tá tudo dando certo!
Obrigada, meu Pai. ;D
Quando criança, tinha sempre o mesmo pesadelo. Eu estava no último andar de um prédio em ruínas, sem paredes. De cima, obsevava pessoas desesperadas, correndo de um lado para o outro, como se estivessem sem rumo. Corriam com malas, objetos que eu não conseguia identificar. E em meio a todas essas pessoas, eu sempre via algumas acenando pra mim. Olhava fixamente pra elas e percebia que era a minha família que estava ali, me chamando, gritando por socorro. Eu gritava desesperadamente, tentando convidá-los a ficarem comigo, em segurança. Quando eles pareciam começar a entender, uma onda gigante varria tudo. E eu ficava ali, sozinha, estática.
Eu tinha tanto pavor de sonhar isso, que deixei de dormir por cerca de uma semana. Eu tirava uns cochilos à tarde, e assistia Cartoon Network durante a noite. Assistia a todos os programas de super-heróis, e imaginava o que fazer para ser como eles. O que fazer pra salvar a minha família, os meus amigos, quem eu pudesse. Como carregar o mundo nas costas?
Os pesadelos passaram, e só hoje, o dia em que eu mais pensei em carregar o mundo nas costas, foi que eu me lembrei que naquela época os pesadelos passaram porque eu orei MUITO. Então acho que é só isso que eu posso fazer agora.
Tchau, todo mundo aí em baixo. Eu não vou ficar aqui em cima vendo vocês se deixarem engolir pela onda.
Eu vou descer pra buscar os meus pertences!

Ar, vida, e salvação

"Agora eu tenho uma dica pra você. Sabe aquele dia em que você se sente péssimo, miserável? Seu cachorro te mordeu, um parente seu morreu, seu namorado te deixou... enfim. O pior dia da sua vida.
Nesse dia, quando você chegar em casa, ajoelhe-se na sua banheira, quando ela estiver já cheia. Então puxe o máximo de ar que conseguir e coloque a cabeça debaixo d'água. Fique lá... fique mais um pouco... você vai começar a sentir uma vontade desesperadora de respirar. Quando se sentir assim, segure-se mais um pouco. Agora sim! Você vai sentir suas forças acabando, e até o desespero terá passado. Neste momento, pegue a sua mão e segure o seu próprio cabelo. Imagine que aquela mão é de alguém muito maior e mais forte do que você, mais poderoso. Pense na maior pessoa que você já conheceu, e imagine que esta mão é dela. Puxe-se para fora da água, e respire!
Neste momento, você vai sentir uma alegria tão grande, e uma gratidão tão absurdamente imensa por essa pessoa que te salvou, que vai se esquecer de todos os seus problemas.
Foi pensando nesta pessoa, e neste momento, que eu escrevi essa música".

Palavras de Damien Rice, no show que eu tive o prazer de assistir na última sexta-feira. A história é completamente maluca, mas quando você ler a música que ele escreveu depois de fazer essa sandice, vai esquecer de todos os seus problemas, e sentir uma gratidão imensa por essa Pessoa maior do que você, que te deu o ar pra respirar e tudo o mais que você precisa nessa Terra.


cold cold water surrounds me now
and all i've got is your hand
Lord, can you hear me now?
or am i lost?
no one's daughter allow me that
and I can't let go of your hand
Lord, can you hear me now?
or am i lost?
don't you know i love you
and I always have
hallelujah
will you come with me?
cold cold water surrounds me now
and all i've got is your hand
Lord.. can you hear me?
or am i lost?

2009

Eu vou aprender a parar de meter os pés pelas mãos.
Eu vou aprender a falar menos.
Eu vou aprender um inglês decente, sem erros de gramática.
Eu vou aprender pelo menos o básico do francês.
Eu vou escrever coisas mais úteis no meu blog.
Eu vou ler mais.
Eu vou estudar por vontade própria, já que a escola acabou.
Eu vou manter contato com os meus amigos.
Eu vou ouvir mais o que a minha mãe diz.
Eu vou parar de dormir no meio dos filmes legais.
Eu vou comer menos [querer só emagrecer é demais pra mim].
Eu vou tomar mais chuva e me preocupar menos com a escova de ontem.
Eu vou parar de cortar a minha franja [isso já passou dos limites].
Eu vou concluir o meu Progresso Pessoal.
Eu vou aprender a cozinhar pelo menos o necessário.
Eu vou escrever cartas pros meus amigos que estão em missão.
Eu vou juntar dinheiro.

Tá, tira o último item da lista... aí fica tudo certo!
;D
Eu não gosto de falsidade.
Eu não gosto de mentiras.
Eu não gosto de pessoas egocêntricas.
Eu não gosto de ser convencida a fazer\acreditar.
Eu não gosto de piadas a respeito do mais fraco.
Eu não gosto de comer fritura.
Viu? Eu sou sim fácil de lidar.

Meu final feliz, em um milhao de anos

"I'd like to hear the words
Roll out of your mouth finally
Say that it's always been me
That's made you feel a way
You've never felt before
And I'm all you need
And that you never want more
Then you'd say all 
Of the right things
Without a clue
But you'd save
The best for last
Like I'm the one for you" 
(Adele, Best for Last)

Nao quer mais nada, neh? Ouvir tudo o que sempre quis, sem pedir nem induzir. Ouvir que voce eh "The One" pra ele. Tah, tah bom. Toda menininha, sem excessao, sonha com um conto de fadas, um lindo e sem fim. 
Mas volte pra realidade, menina. Pare pra pensar que nao existe um ser perfeito, nem nos moldes do mundo nem nos seus. Nao existe nem nunca vai existir a opcao "principe encantado" ou "o homem perfeito". Talvez voce ate encontre o "Homem dos Seus Sonhos", e com muita, mas muita sorte, voce tambem vai ser a mulher dos sonhos dele. Mas enquanto isso nao acontece, que tal voltar um pouquinho pra realidade?
Faca, com urgencia, uma lista dos atributos que o seu principe deve ter. Eu ja fiz a minha, ha algum tempo.
Evite colocar coisas como "que ele saiba fazer cafune do jeito que eu gosto" ou "que ele use o perfume tal". Eh, isso nao vai acontecer.
Fez a lista? Ok, vamos continuar. Voce nao vai precisar coloca-la na boca do sapo ou coisas do tipo, na verdade, o meu conselho eh bem mais simples do que isso.
Desenvolva em voce mesma todos os atributos que quer ver nele. Isso mesmo! Quer um bonitao-inteligente-super-engracado? Otimo. Cuide-se, estude, aprenda a contar piadas.
Quer um cara super bem sucedido? Aonde voces vao se conhecer se voce for a secretaria do padeiro da esquina?
Enquanto ele nao chega, saia. Isso mesmo! Nao precisa namorar nem nada, mas saia com os prototipos ou com as tentativas de principes encantados, e va descobrindo e desenvolvendo ainda mais atributos.
Acredite, menina. Seu principe nao vai ser exatamente como voce planejou, mesmo porque encontrar um cara com todos esses atributos que voce escreveu ai vai ser um mega desafio. Mas o importante eh que agora, voce se tornou uma princesa. A partir de agora, nem precisa mais procurar. Voce sera procurada. Ele vai aparecer um dia na porta da sua casa, se apresentar e te mandar um sms no dia seguinte, dizendo que quer te ver. Uma semana depois, puft! Voce vai perceber que  aquele eh o seu principe, e quem sabe, se voce souber fazer tudo direitinho, voces serao felizes para sempre. Custe o que custar, leve o tempo que levar.
Acreditem, eu sou uma testemunha viva, apesar de ainda nao estar no nivel 'felizes para sempre'. Afinal, o principe pode ate te buscar na porta da sua casa antes mesmo de voce saber que ele existe (o que ja eh bom demais pra ser verdade), mas ainda assim, a vida de ninguem eh um completo fairytale. O que te da mais tempo pra aprender a ser rainha, minha princesa!

(a falta de acentos dos computadores americanos me deixa louca)

Do mês passado

Eu sou seguidora assumida daquele grupo de pessoas que acreditam que nada acontece por acaso. Que acreditam que sempre tem alguma coisa boa por vir, mesmo quando menos se espera. Nao acho que eu deva ficar parada esperando por algum tipo de milagre para que alguma coisa mude, mas tambem nao acho que eh soh por minha forca de vontade que as coisas acontecem.
Estava agora assistindo "Um amor pra Recordar". Ta, nao eh o melhor filme do mundo, e eu nunca morri de chorar enquanto assistia, mas hoje reparei em uma coisa que nunca tinha reparado antes.
A mocinha que esta morrendo de leucemia encontra um rapaz, e os dois se apaixonam. Ela muda a vida pecaminosa dele, e no fim, ela diz "Talvez Deus tenha planos maiores pra mim do que eu mesma. Esse plano era voce. Voce eh meu anjo".
Essa eh uma grande verdade, e ha algum tempo eu nao aprendia alguma coisa tao boa em um filme (estou em um momento 'filmes de menininho, admito. Nao da pra aprender muito assistindo Batman e 007).
Na maioria das vezes, nos nao enxergamos um palmo a nossa frente. Na verdade, nunca enchergamos! Achamos que aquilo que conseguimos ver eh nossa verdade absoluta e imutavel. Isso eh isso, aquilo eh aquilo. E eh assim mesmo que nos batemos de frente, num muro gigante, que infelizmente nao conseguimos ver. Mas ha alguem que consegue, e sempre berra nos nossos ouvidos pra avisar 'olha o muro aliii!'. Basta ouvir.
Eu sei que essa nao foi uma super descoberta. Muita gente sabia disso antes de mim. Ainda nao sei por que as coisas acontecem, porque ficamos doentes, nos apaixonamos, nos afastamos de quem gostamos... Mas agora eu ja sei o que fazer em cada uma dessas situacoes. Eh soh confiar nEle, que tudo ve.
(Utah esta me deixando extremamente crente. E eu estou amando. ;D)
Afinal de contas, o que depende de mim quando eu tenho Ele guiando a minha vida? Quase nada.

"Find me there,
And speak to me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me to the place
Where I find peace.. again

You are the strength
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything"

No story, no glory

"Oh, yeah...Love. Once upon a time, it was...simple. If you liked somebody, you let 'em know. And if you didn't, you let 'em know. One way or another, you knew where you stood. But as you get older, communication gets more...complicated." (Kevin, Anos Incriveis).

Por que? Eu tambem nao sei.
So sei que mudar isso eh minha meta pra esse ano.

Tem coisas que o dinheiro não compra...

Sempre sonhei em ver a torre Eiffel, conhecer os mares da Noruega, ver as ruínas da Grécia, as pirâmides do Egito, entre outras maravilhas... Mas nunca sonhei em ver os Estados Unidos. É claro que pra mim, enquanto membro dA Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, seria maravilhoso. Mas, na realidade, sempre foi muito mais uma curiosidade do que um sonho, quase uma necessidade.
Pois bem. É exatamente por isso que hoje me peguei fazendo uma coisa completamente inesperada. Estava roendo as unhas, quase morrendo, nervosa [e quem bem me conhece sabe que nervosa eu não abro a boca], à beira do desespero.
Estava pela segunda vez tentando pegar o meu visto para entrar nos Estados Unidos. Prometo que não sou uma imigrante, nem tenho interesses terroristas. Eu só quero ver a minha maninha, que não vejo desde o dia 13 de agosto de 2007.
Naquela espera infinita, pensei no quanto eu adoraria conhecer outros lugares. Pensei até que poderíamos nos encontrar, eu e a irmã, em Paris. Não precisa de visto pra ir pra lá! Não seria adorável???
Pois bem. Espera, longas filas, gente chorando, gente resmungando, sol, chuva, frio, arrogância... e etc! E o que eu descobri foi que o Master Card do papai pode comprar muitas coisas, inclusive uma breve viagem a Paris. Mas nada paga a alegria de encontrar alguém de quem sentimos saudades. Nada, nada, nada.
Estados Unidos? É pra lá que eu vou! Uhuuuul!




[Monk, isso foi uma declaração de amor a você. Acredite! Você sabe como eu odeio filas. ;P]

Vida nos post-its

Todo mundo tem suas manias e esquisitices. Tem gente que gosta de dormir de cobertor no calor, gente que só anda no banco de trás do carro, gente que nem de viajar de carro gosta, gente que separa a comida no prato, gente que morre se deixar portas abertas. Bom, eu tenho uma mania que muita gente também tem, e que quem não tem, um dia ainda vai ter.

Mania de post-its.

Além de serem super coloridos, bonitinhos, e terem uma cola que nunca acaba, os bichinhos são danados de úteis. Lembram a gente o dia da prova, a matéria, a arrumação do guarda-roupa que ficou pra depois, o telefone do encanador, o nome daquele remédio pra memória - o que é uma contradição, pois se tivéssemos memória, não teríamos post-its.

Pois bem, era exatamente aí que eu queria chegar. Como pode um objeto tão simples, tão pequenininho, tão cuticutizinho ter um papel [literalmente] tão grande nas nossas vidas?

Comecei a pensar nisso enquanto via o filme P.S., eu te amo e terminei de pensar nisso enquanto via O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (recomendo!).

Nos dois filmes, milagres acontecem através de um papel e uma caneta. Em P.S., eu te amo a moça recebe cartas do falecido marido de maneiras mágicas, e as cartas a ajudam a recuperar-se do baque de ser uma viúva.

Em O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, o milagre é ainda melhor. A pobre da Amelie cresceu sozinha com o pai, e não teve amigos. Não sabia se comunicar, morria de vergonha e medo de tudo, até o dia em que achou uma caixa com pertences antigos de um senhor, e descobriu como coisas pequenas podem fazer a diferença. Começa então a fazer caridadezinhas e conhece seu príncipe encantado, com quem se relaciona por meio de fotos, recortes, cartas. E o fim eu não vou contar, claro.

Às vezes temos tanto, mas tanto medo de deixar coisas pequenas realizarem a mudança que precisamos na nossa vida, que esperamos que as grandes aconteçam. Afinal, quando grandes problemas batem à nossa porta, não precisamos mais de coragem, e sim de desespero, pra começar a agir. Aí fica fácil.

É claro que nós, seres do mundo real, não precisamos esperar uma tempestade pra pegar o guarda-chuva. Eu mesma tenho plena noção de tudo o que acontece na minha vida, afinal, é a minha vida. E por mais que seja difícil conciliar todas as coisas, eu ainda prefiro que os post-its e cartas sirvam como lembretes e meios de comunicação, ao invés de um 'toque' de que precisamos aprender a falar e ter coragem de fazer.

Apesar de bonitinha e meiguinha, Amelie não vai ser meu exemplo de vida. E mesmo que me chamem de bravinha e desbocada, vou continuar achando que eu só apenas corajosa. Esse livro quem escreve sou eu, certo?








Amelie, escrevendo um bilhete para seu príncipe desconhecido, sem coragem para encará-lo de frente.





O exército de um homem só

Revolucionar é uma palavra que já está perdendo o sentido.
Desde sempre, as pessoas dizem: "Mostre o que você quer, garota! Seja uma revolucionária!".
Faixas, cartazes, paradas disso e daquilo, camisetas com frases diferentes, um ou dois programas de televisão já não fazem a menor diferença.
Estou lendo um livro chamado 'Story', que ensina aspirantes a cineastas a escrever um roteiro de sucesso. Não há uma fórmula mágica para que o roteiro seja um sucesso, mas existe uma dica repetida diversas vezes, páginas adentro: imite a vida. Faça da vida, por mais miserável que seja, brilhante aos olhos daquele que o assite. Não importa se vamos contar a história de um astro musical, de um mendigo ou de um simples transeunte do metrô fedido de São Paulo - o importante é fazê-lo o melhor, mais sensível e fantástico personagem, com experiências inesquecíveis e momentos marcantes [um mini clímax por cena, diga-se de passagem].
É óbvio que filmes de vilões cheios de efeitos especiais surtem efeito e vendas, mas logo caem no esquecimento. No fim da ditadura militar, não foram passeatas e cartazes que ficaram na memória de jornalistas e historiadores, mas sim a coragem de cada um daqueles que lutavam por um Brasil melhor.
É exaustivo, porém recompensador, encontrar um ponto de equilíbrio entre ser uma revolucionária cheia de efeitos especiais e uma simples Tamara que vive uma história da qual é a personagem principal. Posso gritar, me despir e causar burburinho, mas logo vou cair no esquecimento. E já que é assim, prefiro ficar quietinha - quem sabe um dia alguém não acredita nas minhas certezas, ou percebe que eu posso sim ser uma fantástica personagem?
Basta esperar.









Auto-ajuda?

Incrível é a mania que nós temos de achar que precisamos de motivos ou ocasiões mirabolantes pra alcançar a felicidade. E cabe lembrar que felicidade é constante. Aquela momentânea que se sente no parque de diversões chama-se alegria, ok?
No filme Em Busca da Felicidade, o coitado do Will Smith passa o filme todo tentando achar um jeito de ganhar dinheiro pra comer, mas a felicidade dele não é o bucho cheio. A felicidade é a alegria do filhinho, que ouve até histórias de dinossauros pra conseguir dormir no banheiro do metrô (cena que me fez chorar horrores, diga-se de passagem).
É claro que grandes problemas nos acompanham, estejam eles relacionados ou não a questões financeiras. Isso é algo inegável. A diferença é a visão de problema que cada um de nós tem.
Um problema pode ser um abismo, o fim do mundo. Um problema pode ser uma barreira. Um problema pode ser um simples acontecimento em meio a um grande plano. Um problema pode ser, ainda, uma coisa pra se olhar e dar de ombros.
Para os otimistas como eu, é difícil aceitar a palavra problema. É pesada demais pra ser levada com naturalidade. Ainda prefiro acreditar em imprevistos, acontecimentos indesejados, barreiras a serem transpostas, coisas do tipo... Sem desmerecer a magnitude das coisas, mas sem exagerar demais.
Muitos imprevistos podem derrubar a minha alegria, mas nada, nada vai me impedir de ser feliz. A felicidade que eu tenho dentro de mim não vem desse mundo. Vem lá de cima.

Soluções Tabajara

Uma mosquinha na sopa pode resultar na demissão do chef.
Cílios caídos nos olhos podem prejudicar a visão por alguns minutos, talvez importantes ou preciosos.
Uma fração de segundos pode ser determinante em um acidente de carro.
O vento forte e repentino é capaz de estragar aquela que seria a melhor foto da sua vida.
Estar no lugar errado, na hora errada ou sob circuntâncias erradas pode custar muito caro, isso é fato.



Por isso, hoje a BBC Brasil anunciou: Cientistas estão cada vez mais próximos da capa da invisibilidade. Isso mesmo. Capa da invisibilidade. Assim, que nem no Harry Potter, sabe?





A capa funciona, eles dizem. É capaz de refratar a luz, fazendo com que o objeto que precisa de luz para ser visto, não seja.

Agora, vamos colocar nossas maquininhas pra pensar. Imagine-se em um avião (não no ônibus, porque pobres não comprarão capas da invisibilidade nem em um milhão de anos). Você vê aquela tão sonhada vaga na janela, esperando por você. Levanta-se, caminha pelo corredor olhando para todas aquelas pessoas sérias e emburradas, com um sorriso na mente. Caminha, senta, e... Tcharan! Havia uma pessoa equipada com uma capa de metal bem ali (a esta altura, em baixo de você).

Não acredito que as pessoas queiram tanto sumir, porque eu as tenho visto, e elas parecem querer aparecer cada vez mais! Bem que eu queria, pelo menos de vez em quando, ser invisível. Isso não evitaria que eu estivesse no lugar errado, na hora errada. Mas evitaria que as pessoas soubessem disso.

Porque é bem melhor sumir temporariamente do que ser aquela mosquinha na sopa de alguém, definitivamente.

*Mais informações em http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/08/11/ult4432u1535.jhtm

E o chique virou cinzeiro...

Estou com os pés doloridos, descabelada, nariz coçando e cheiro de cigarro.
Acabei de voltar de um lugar que já foi definido por uma amiga de confiança como "O lixão da Moóca". Sim, lixão. Por quê? Exatamente pelo cigarro, música [ruim] alta, e 'aquela galera da high society' (se me perdoam a ironia).
Não vejo problema algum em frequentar lugares desse tipo, desde que eu me veja longe de ser como todas aquelas pessoas que não fazem nada de certo ou errado, simplesmente por não se importarem com isso. Porque eu me importo, e muito.
Por muitas e muitas vezes já fui motivo de piada por não beber, não querer nem experimentar cigarros e coisas do gênero, ou simplesmente por não ser 'como todas as outras meninas normais': aquelas que usam calças super baixas, blusas super altas e parecem estar sempre doidas pra levar o primeiro cara que passar pra casa. (Levar pra casa foi uma expressão muito generosa perto do que parece passar pela cabeça dessas meninas normais).
O livro "O Dia do Curinga", de Jostein Gaarder conta a história de um marinheiro que ficou perdido em uma ilha e resolveu conversar com suas cartas de baralho, até que elas tornaram-se pessoas de verdade, cada naipe com suas respectivas habilidades e personalidades. Haviam naquela ilha apenas seis tipos de pessoas: os Ouros, os Espadas, os Copas, os Paus, o marinheiro solitário e o Curinga. Grande Curinga! Ele tinha habilidades especiais: o Curinga não bebia a Bebida Púrpura, capaz de deixar pessoas burras; ele sabia dos segredos do marinheiro, seu criador, e por isso pensava como ninguém sobre sua própria vida e existência; ele era o líder. E que grande líder!
Não acredito que na vida real seja diferente. Há muito mais do que seis grupos de pessoas, é claro. E não me atrevo a defini-los porque isso seria uma tremenda falta de respeito... Mas dois deles existem, de fato. E merecem ser citados. O marinheiro que, não por solidão ou falta do que fazer, mas por amor, é o Criador de todas as coisas. E eu sei que há um Criador. E o Curinga, grande Curinga! É aquele que ouve as palavras do marinheiro e as segue. Assim, torna-se um grande líder e amigo, cheio de inteligência, clareza, e decisões bem tomadas.
Hoje eu decidi quem eu quero ser. Eu quero ser um Curinga.
Aqueles de Ouros, Espadas, Copas ou Paus podem rir de mim à vontade. Mas eu não vou beber nem um gole que seja da bebida púrpura, por melhor que ela seja, seja lá o que ela represente pra vocês, cartinhas medíocres.
Não é possível que todo o bom desse mundo se resuma a sexo, drogas e rock'n roll.
Há muito mais que isso. E eu não vou mais aceitar provocações. Porque eu sou um Curinga, e tenho orgulho disso.

Très bon

Nunca me senti nem um pouco atraída por vidas publicadas na internet, sempre achei a maior besteira do mundo.
Mas de repente, me vi muitíssimo interessada por blogs.
Então, por que não?
Não pretendo escrever aqui textos geniais, porque não sou um gênio. Nem muito menos textos extremamente reveladores, porque também não sou boba. Quero um blog chique, sem barracos e revoltas. Mas ainda assim, quero me sentir muito à vontade pra escrever aqui o que me der na telha.
Quero um blog, assim... meio chique-à-vontade.
E ele será très bon.
 

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